domingo, 3 de julho de 2016

É ISTO O ESPIRITO EUROPEISTA ?

O défice de 2015 ultrapassou os 3% do PIB por causa do banif.

A troika fez um mau trabalho porque, sendo a todo o momento ditadora na aplicação do programa de resgate, em vez por exemplo de fazer finca-pé na reforma autáquica, que não poupa um centimo, devia ter-se empenhado no saneamento dos bancos do qual restou dinheiro dos 12 000 000 000 euros.

O resultado foi o problema dos bancos empurrado para o saco do défice, vindo agora os países do diretorio clamando por sangue aos paises do sul, quando alguns do norte têm telhados de vidro.

Depois do BREXIT esta atitude apenas acicata sentimentos anti-UE. É completamente acéfalo e só se explica num contexto do - quanto pior, melhor!

Neste quadro não se compreende a atitude de alguns lideres partidários que dão tiros em todas as direções, quando são em parte responsáveis e em nada contribuem para a união do país.

As ameaças especialmente a Portugal e Espanha, parecem de enconmenda, uma especie de vassourada às veleidades da extrema esquerda. Só que, normalmente têm um efeito secundário, porque antes do partidarismo vem o patriotismo que descamba no anti-europeismo.

O ministro das finanças alemão - individuo detestável, símbolo da prepotência e sobranceirismo alemão a fazer renascer os odios da 2ª guerra - cada vez que se fala da situação critica dos bancos alemães, que recentemente chubaram nos testes de stress americanos, puxa a conversa para as debilidades dos paises do sul - É ISTO O ESPIRITO EUROPEISTA ?

É por isso que a saida do contra-peso UK foi uma grande perda.

Num mercado unico, os paises não têm todos as mesmas carateristicas, logo, se há uns que beneficiam mais com ele, deve haver transferencia de riqueza para os que mais perdem. Há muita gente que não tem capacidade para entender isto e os paises do sul deviam ter capacidade pedagógica e diplomática para impor esta ideia às instâncias e à população - trabalho politica que não é feito.

O caminho faz-se caminhando !


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quarta-feira, 29 de junho de 2016

RTP 1: mau serviço publico no S. Pedro

A festa do São Pedro ao longo do tempo projetou-se no pais e no mundo luso. Diga-se do excelente trabalho do poder local em conjunto com as associações, com visão estratégica projetando a terra através da valorização do património local, com uma mais valia cultural mas também económica.

Este ano por contingências não pude andar na rua. Liguei a RTP 1 e o que vi foi uma injeção de pimbalhada que em nada transparece a riqueza etnográfica dos bairros e a alegria e genuinidade que se vive nas ruas, isso sim apelativo e diferenciador de outras romarias que se vivem no país.

O Porto Canal pelos vistos andou pelos bairros e se assim foi, fico satisfeito. Pelo menos um canal regional, tem o dever de conhecer as tradições locais.

Fico um pouco corroído por dentro, porque sempre fui a favor da venda do "monstro" que nos vai à carteira para continuar a prestar mau serviço publico, digo, mau serviço, porque publico não tem nada. Daquilo já há por ai aos molhos nas privadas - só vê quem quer - sendo que o problema aqui, é que  não querendo ver tenho que pagar!

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

UK-LEAVE: A fava pode sair à casa

David Cameron, num ato de imaturidade politica e calculismo pessoal, prometeu um referendo. Um momento de crise na UE influenciou o seu resultado.


Os bons argumentos do "leave" não contaram todavia toda a história. O UK abriu uma caixa de pandora e as correntes separatistas podem vir ao de cima - Escócia e Irlanda do Norte querem o "remain" e o primeiro passo é um referendo para sair do UK. Ou seja, o referendo pode ter cavado a sepultura dos britanicos. 

Mas há outras consequências: o enfraquecimento da libra, a fuga de investimentos e capitais da city, muitas agencias e instituições que sairão do UK, queda do PIB, desemprego, etc. 

Dentro da UE o euro treme, e valha-nos o UK não estar na eurozona. Penso que a nível económico se podem fazer acordos bilaterais, mas o UK não poderá entrar livremente no mercado único como antes, pelo que este processo é mais doloroso para os britânicos. 

A UE foi também construída com o objetivo de criar um espaço de estabilidade geopolítica. Eventos deste tipo trazem sempre incerteza. As eleições em Espanha podem ser influenciadas pelo brexit, e os partidos mais extremistas podem cair, pelos receios no futuro.

A nível global a coisa é grave. Está instalada a duvida e isso é fatal no investimento numa altura em que a recuperação económica é fraca. 

Para Portugal e outros países do sul com problemas  de défice, divida e financiamento isto é terrível, e outra crise do euro seria catastrófica.

Agora coloca-se um dilema: vai o processo reforçar a coesão da UE ou acicatar os separatismos?

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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Dos contratos de associação

Em primeiro lugar, julgo que é preciso clarificar do que se trata. Os contratos de associação surgiram da necessidade dos privados suprirem uma necessidade onde não havia oferta publica, sendo para isso bem pagos.

Diminuindo o número de alunos e alargando-se a rede escolar, não se compreendia como é que os contratos de associação floresciam como cogumelos, enquanto a rede publica ficava às moscas com custos de manutenção e pessoal.

Sairam os dados do estudo sobre as necessidades do sistema. A saber, 73% dos casos analisados são redundantes, ou seja, há oferta publica. No entanto apenas deixarão de ser financiadas 57%, já que nos restantes foram consideradas condições logísticas insuficientes.

O governo deixará todos os alunos concluírem o ciclo de estudos, o que é razoável. Fora das necessidades do sistema não financiará turmas em estabelecimentos privados.

 Note-se que esses estabelecimentos privados, podem sempre abrir a oferta que entenderem, mas não com as rendas garantidas do estado. Se acham que têm um projeto educativo excelente, pois com certeza não faltarão clientes, não podem é contar com o meu dinheiro para os sustentar.

Eu também quero ter a liberdade de decidir se dou dinheiro aos privados ou se vou para o publico. E se os meus filhos andam na rede publica, sinto-me ultrajado a ter de pagar para outros andarem no privado, que como muitos dizem, é melhor. Ora se o privado está melhor, desafetem-se os 300 milhões que para lá iam, para melhorar então a rede publica.

Olhem, aqui na Póvoa uns 5 milhões faziam muita falta na escola de Aver o Mar e na Flavio Gonçalves.

Quando se diz que o estado tem défices porque está capturado por interesses, ora aqui está um bem identificado. Mercado livre sim. Mercado de rendas garantidas à custa do estado não. Eu como contribuinte pago os serviços públicos prestados pelo estado, como está na constituição. Fico no entanto revoltado quando tenho que andar a pagar as rendas dos privados, numa espécie de mercado protegido para meia dúzia.

Ah, já agora. Não me venham com o papão do desemprego no setor. O estado não serve para dar empregos ou viabilizar empresas privados, mas sim para prestar bons serviços públicos e regular o mercado. Nos últimos anos a rede publica perdeu uns 50 000 professores e fechou centenas de escolas.

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terça-feira, 17 de maio de 2016

Do Marcelo

Como se sabe, o Marcelo não fazia o meu tipo de candidato.

Quando chegou a hora da verdade, votei nele, com ceticismo...

Não estou arrependido.

O alegado homem frenético, tem tido contenção e parece encarnar um modelo a que não estamos habituados, mas que não desgosto, dentro de certos limites.

A única excepção para já, e pode ter constituído também uma lição para o Professor, foram as palmas antes de tempo ao entendimento entre o BPI e Isabel dos Santos. Fui a favor da postura do Presidente neste caso. O capital é dos acionistas, mas a regulação é publica, sendo que o Presidente, como um "arbitro " pode e deve ter opinião, sobre o que deve ser o melhor para o país, sendo que não é com certeza um monopólio de bancos espanhóis.

Outro assunto onde tenho gostado de Marcelo é na área da lusofonia. A CPLP está morta, e o seu dinamizador deveria ser Portugal - a ver vamos se é desta. As excolonias constituem oportunidades e têm problemas que necessitam de resolução. Há portanto aqui também um espaço para o Presidente, e é ao mesmo tempo uma oportunidade para Portugal. Como nos retiramos desta área da diplomacia, outros players apareceram - não nos podemos queixar. É a vida !

De resto, gosto do dinamismo que tem tido na sociedade civil. É curioso o perfil de Marcelo. Sendo um personagem muito ativo na sociedade, dando relevo a muita coisa, não se lhe reconhece intromissão na área executiva do Governo. Isso resulta certamente da grande cultura politica, jurídica e da personalidade que é.

Para já, acho que um 16 vale bem !

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