domingo, 11 de setembro de 2011

WindFloat ou Flop ?



O “WindFloat” destina-se à produção de energia eólica no mar. É um projecto do departamento de inovação da EDP, com um orçamento de 20 milhões de euros e um potencial de 8000 postos de trabalho.

A estrutura está a ser montada na Lisnave nos estaleiros de Setúbal. Trata-se de um projeto de energia eólica, que resulta de uma aposta da EDP, através do seu Departamento de Inovação.

Depois do flop do antigo projecto ao Largo da Aguçadora, que aproveitaria a energia das ondas, utilizando as mesmas instalações, segue agora o WindFloat.

A apresentação decorreu ocorreu na passada sexta feira no salão nobre da Câmara da Povoa.

Localmente estes projectos são sempre bem vindos, desde que as autarquias não tenham que entrar com capital relevante, ou então que o custo beneficio para o município seja vantajoso.

Para já, temos a questão da pesca. Depois dos testes de prospecção petrolífera a sul, que criaram impacte ambiental nos recursos pesqueiros, apesar de ter sido levantada a interdição da pesca, segue-se agora o presente a norte que terá impactes:

- A construção afectará o ecossistema, e se o pesqueiro for relevante concerteza levará uns bons dez anos a reconstituir-se,

- Deverão existir interdições de pesca por motivos de segurança

- Apresenta perigos para as aves

Se o projecto poderá trazer vantagens económicas para o concelho, é necessário assegura-los, nomeadamente garantir que a fabrica fica aqui. Não vão ficar os outros com a carne e nós com os ossos.

A EDP dentro de pouco tempo será uma empresa totalmente privada, e por isso não têm os poveiros a obrigação de patrocinar lucros privados.

A discussão que se segue é o preço da energia em Portugal, que é muito elevado, em boa parte pelo peso que as renováveis acarretam nas tarifas. Ter uma politica energética muito centrada em renováveis acarreta custos imcomportáveis aos consumidores, pelo que isso deve ser feito de uma forma equilibrada e gradual.

Sobre o assunto aqui

Read more...

sábado, 3 de setembro de 2011

Prefiro austeridade à bancarrota

E pronto, o país acordou da letargia estival, com umas pingas de chuva de um Setembro precoce e uma lista de algibeira lida, muito pausadamente, por Vítor Gaspar.


Eu não sei o que esperavam os portugueses, mas eu pelo menos era isto que esperava. Cortes e mais cortes. É que até Dezembro o caderno de encargos é forte e sem a economia a crescer a solução é pagar a fatura socratina em impostos. Não há milagres.

Os cortes são de tal ordem, que obrigam a alterações na estrutura do estado e ainda bem. O país não deve desaproveitar esta oportunidade de se reformar. Vejamos as DREs, para que servem hoje? para muito pouco. Nas alturas quentes de concursos, o auxilio dados aos professores é nulo e às escolas é escasso, estando tudo muito limitado a aplicações informáticas. O preço dos manuais escolares é escandaloso; se baixassem, concerteza baixaria também aqui a comparticipação do estado. Os governos civis já foram de vela. E no ministério da agricultura, onde há mais funcionários que agricultores? e os médicos não gostam de picar o ponto porquê? porque estão paradas as salas de operações? e o regabofe no estado paralelo de intitutos e fundações? pois há muito por onde cortar.

O governo decidiu um imposto suplementar no ultimo escalão do IRS. Foi uma gritaria. Então não é de elementar justiça que estes paguem mais um pouco?

Tributar o capital é um pouco mais complicado e Sócrates em 2010 já tinha aumentado a taxa liberatória em mais 1,5%. Bem sei que é injusto o capital pagar menos de metade do trabalho nos escalões mais altos. Mas o que fazer? os bancos estão descapitalizados e aumentam as taxas para captar depósitos, cujo capital permitirá financiar o investimento. Não se trata só portanto de tributar os rendimentos dos mais ricos, mas sim de cuidar que esse capital financie a economia em vez de fugir para sitios menos vorazes fiscalmente. É uma equação dificil e aproveitada para a contestação social.

Creio que o governo corre contra o tempo e pretende voltar aos tempos de Portugal, o bom aluno da Europa. Fazer mais do que lhe é pedido e acomodar uma folga orçamental que acomode alguns esqueletos que possam aparecer. Desta maneira baixa-se o risco da republica e o país poderá regressar aos mercados da divida mais cedo e com juros mais baixos. Oxalá isto corra de feição, para bem dos portugueses.

Uma coisa que me faz graça é alguns economistas perderam tempo com as equações económicas. É muito simples: sendo Portugal uma pequena economia aberta, sem a Europa e a América descolarem, nós não vamos longe.

Já agora, porque está na moda, a questão das euro-bonds. Isto é, colocar a divida publica de todos os paises da moeda unica no mesmo saco e titulariza-la. Obviamente que isto levaria a uma subida do rating dos PIGS e descida do directorio europeu. Claro que a Alemanha e a França não querem. E quem os pode criticar? do outro lado, está visto que no dia que isto sucedesse os PIGS mandariam o acordo da troika às malvas. Óbvio. Por isso, este aperto aos PIGS acaba por ser uma oportunidade para um ajustamento.

São tempos difíceis, mas eu prefiro austeridade à bancarrota.

Read more...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Vou andar por ai!

Num artigo do jornal I, soube-se que Sócrates anda por ai!


Na Sorbone os cursos de Verão não devem ter equivalência a mestrado. Vem-nos à memoria a "ficha" de Isabel Alçada, a propósito de uns dias passados na Universidade de Boston. Mas adiante.

Ficámos a saber que o engenheiro, teve umas reuniões privadas com Merckel e Sarkozy. Quer dizer, Sócrates a titulo particular reuniu-se com dois estadistas a nível oficial, tendo os contactos sido comunicados oficialmente pelas casas francesa e alemã. Bem se fala à boca cheia que a Europa está orfã, e pelo tipo de conduta adjectivos não faltariam. Tudo isto na véspera do périplo europeu de Passos.

Na minha modesta opinião, não é só Passos Coelho nem Portugal que são desprezados. É o PS e Antonio Seguro, que nesta altura deve espumar. Devia ter existido o mínimo decoro, e o sr. a ter sido recebido, sê-lo-ia em segredo.

Sócrates ficará para a história pelos piores motivos e não representa nada na Europa. Merckel e Sarkozy com semelhante atitude, desprestigiaram Portugal (onde há um governo democrático eleito) os próprios países e a Europa.

Citando o jornal: "A quem conhece José Sócrates, não espanta esta tentação de influenciar as decisões e condicionar a margem de manobra dos adversários políticos. Estamos igualmente bem habituados ao pouco sentido de fair play político do ex-primeiro-ministro. O que talvez fosse mais difícil de imaginar é que os dirigentes políticos europeus aceitassem jogar intrigas de bastidores. Resta esperar que tais malabarismos não tenham maior consequência que aquela que tiveram outros números circenses de José Sócrates. Estaríamos nesse caso diante de práticas de política paralela que, a ser apadrinhadas ao mais alto nível dos salões europeus, seriam motivo de preocupação.

Não é segredo para ninguém o facto de o chumbo do PEC 4 em Março não ter caído no agrado de Angela Merkel, a ponto de Passos Coelho não ter sido depois poupado à reprimenda da chanceler alemã e de Sarkozy. Pelos vistos, o primeiro-ministro português está longe ainda de poder contar, junto dos amigos de Sócrates, com a confiança que nele depositaram os portugueses no recente acto eleitoral.

Pode não nos agradar que os políticos europeus lidem assim com o governo português, mas temos que nos acostumar, pois a situação em que nos deixou a governação socrática condena--nos mais que nunca a uma posição sem voz nem decisão, recebidos em regime de segunda classe, calados e sempre de mão estendida"

Esta passagem do jornal I é lapidar, e nota-se aqui o jornalismo espontâneo e livre, inimaginável na legislatura passada, onde os telemóveis de jornalistas eram escutados.

Mas ninguém se iluda, na politica as amizades esfumam-se facilmente!

Read more...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A Rentrée

O país regressa a casa. Noutros casos, ao invés, os emigrantes fazem-se à estrada, ou ao ar. Sim, porque muitos já aderiram ao low coast aéreo. Regressam a países como a França, onde o acesso a museus e livros é barato, ao contrário do tintol e do pito na brasa.

Este ano segundo ouvi dizer, o Algarve hoteleiro chutou a crise e além dos hoteis estarem lotados, os preços médios subiram. Dizem que foi devido à primavera árabe. No retorno de S-N, parece que o velhinho IC1 voltou à moda e hoje já havia fila, fazendo animar os tascos do Canal Caveira.

Apesar de tudo vivemos a psicologia da crise, ou seja, mesmo aqueles que não estão em crise, agem como se estivessem agravando ainda mais a dita cuja. Mas a crise também é real e meio deste contexto há três grupos importantes: os pobres, os ricos e a classe média. Sobre esta última é facil - paga as crises; os pobres sofrem quando se acabam os subsidios sociais; os ricos compram ao desbarato e na próxima crise estarão mais ricos.

O fait-divers de Verão parece que foi sobre uma coisa que eu não sabia que existia em Portugal: policias secretas. Em tempos Veiga Simão até fez rodar uma listas de 007s portugueses pelo parlamento, o que deu um grande desaguisado mas sem consequências, a não ser o senhor que se foi embora para Coimbra.

Durante o governo socratista, apareceu um destes 007s a espiar Cavaco numa visita à Madeira. Andou por lá um individuo suspeito que toda a gente sabia quem era, cujo trabalho era recortar jornais para mandar ao patrão. Na altura foi o regabofe nacional.

Agora parece que temos ai umas secretas que toda a gente sabe quem são, que vendem informação a empresas privadas e depois vão para lá trabalhar, ou então saltam de lá para ir para o governo e depois voltam. São isto as secretas em Portugal. Espero que o Passos faça um saneamento nisto. A ongoing diz que está preocupada com a imagem: qual? esta empresa é uma espécie de Berardo, compra participações sociais, tanto está nos sabonetes como na carne assada.

Por falar em saneamento, faça-me o favor de privatizar o INATEL, cuja quota deixei de pagar há uns anos por dois motivos: é mais caro que um hotel de 4* e as instalação ganham ao "deus me livre" e passou a ser presidida pelo Vitor Ramalho, um afilhado do Dr Soares, que soube-se há dias, andava a gastar balurdios em publicidade que incluiam entrevistas de promoção à sua pessoa.

Já agora fico muito contente com a privatização da RTP que deveria ser total, pois 400 milhões de euros por ano para novelas, taxos e futebois dão para muitos policias, transportes escolares e pratos de sopa. Fico especialmente contente por aquela nobre, imparcial e competentíssima profissional que dá pelo nome de Fátima Campos Ferreira.

Agora em discurso directo só fazia aqui o seguinte apelo: " Dr P.Coelho, não privatize as Águas de Portugal". Bem sei que a bomba está para estourar, ou seja, os actuais investimentos feitos na rede não são sustentáveis pelas actuais tarifas na maior parte do país.

Na politica nacional o PS começou a tentar fazer oposição e Seguro foi à Madeira bater num gato morto chamado Alberto João, cuja gestão ruinosa é facilmente atacável, e bem. Agora é claro, tendo assinado o programa de governo da troika vai ser uma empresa árdua.

O PSD entra com a Universidade de Verão, onde vai estar Soares, depois de ter dito que P.Coelho é uma pessoa com quem se pode falar.

Por cá queimam-se os últimos cartuchos, com foguetada, pito e sardinha assada que se faz tarde.

Read more...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Eu gosto é do Verão


Entra Agosto, diz-se que Portugal entra de férias. É assim todos os anos, tal qual dogma . Talvez fosse bom perguntar: se formataram um país para serviços - como a vozearia aponta a Cavaco - onde o turismo tem papel especial, não deveria o país estar a trabalhar?

No país e na Póvoa o negócio estival vai ruim, o São Pedro anda mal humorado. Os que de aquém Mondego, por ai abaixo se mandaram à procura de sol, também não se safaram. O Agosto anda arisco e é geral.


Por cá o programa de animação municipal vai entretendo o povo e a azáfama característica mantém-se, até porque a Póvoa continua a ser um dos grandes polos balneários do Norte.

Apesar de tudo, eu gosto é do Verão.

Read more...

  © Blogger templates The Professional Template by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP