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terça-feira, 27 de março de 2012

A Dizima Rosa

"Tó" Seguro quer que os eleitos paguem uma dizima de 2% para o partido. Já não é só no PCP.


Acho isso castrador para a liberdade individual dentro de um partido. Se o problema é a liquidez, faça-se uma quotização.

Uns fizeram comícios milionários, agora o "Tó" que resolva.

Que herança que o senhor deixou ao próprio partido e ao país...

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domingo, 11 de setembro de 2011

"Seguro mas não muito"



"A lista adversária de Francisco Assis arrecadou 31% dos sufrágios, uma percentagem muito idêntica à que conseguiu para a liderança do partido, nas eleições internas de Julho, mas bastante superior aos 25 por cento de delegados ao congresso. " in P

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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Só o governo de Sócrates criou mais divida que todos os outros juntos



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domingo, 1 de maio de 2011

Para que serve a apresentação de um programa se não é para levar a sério?

Sócrates apresentou o programa do PS. Foi uma sessão breve e sem sal, ao contrario do congresso de foguetada e lágrimas. Plenamente compreensivel numa estratégia socialista pouco interessada no país, mas com grande interesse no poder. Logo, interessa pouco falar de programas e propostas, até porque essas, se como as anteriores - aliás são as mesmas- não serão para cumprir. E depois, é complicado falar do país no estado em que o deixam.


O programa socialista é um bando de generalidades e lugares comuns, com que todo o espectro politico está de acordo, que já foi prometido e nunca foi cumprido. Aliás, o PS entrega o país em muito pior estado do que o recebeu - lastimável.


O que não se compreende é a apresentação de um programa, que mais uma vez é uma ilusão. O verdadeiro programa vai ser o do FMI, BCE e UE. Sabendo o PS disto, devia calar-se sobre o programa do PSD que já reafirmou, que sem saber o real estado do país, a ser divulgado pela troika na próxima semana não se pode comprometer com grande coisa - óbvio e realista!

Para que serve a apresentação de um programa se não é para levar a sério?

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quarta-feira, 16 de março de 2011

PSD exige redução imediata de administrações de hospitais EPE

"O PSD estima que a medida pode levar a uma poupança mensal superior a 150 mil euros, segundo o deputado Adão Silva. (por hospital)

O Governo aprovou um diploma que prevê a redução do número de elementos dos Conselhos de Administração dos hospitais EPE (entidades públicas empresariais) até um máximo de cinco pessoas, mas mantendo a configuração dos actuais conselhos até ao final dos respectivos mandatos.

Na quinta-feira, a Assembleia da República discute o pedido de apreciação parlamentar feito pelo PSD, que pretende revogar e alterar este diploma, para que a redução das administrações dos hospitais tenha efeitos imediatos.

"Não concordamos com o facto de o Governo ter dito que a redução é só depois de acabarem a comissão de serviço. Nalguns casos isso só acontece daqui a um ano e meio ou dois anos. Nós queremos que a redução dos conselhos de administração que tenham seis ou sete elementos seja já", defende em declarações à agência Lusa o deputado
Adão Silva.

Para o PSD, esta redução imediata deve ser vista "na lógica da redução de despesa", até porque há vários conselhos hospitalares com seis ou sete elementos.

"Não podemos exigir sacrifícios acrescidos às pessoas e contemporizar quando se trata de nomeados do Governo. Os elementos a mais custam muito dinheiro", afirma o deputado.

Segundo o PSD, cada membro de um Conselho de Administração dos hospitais EPE tem, em média, uma remuneração superior a cinco mil euros, a que acrescem "componentes não salariais".

"Por mês podemos falar de uma coisa na ordem dos 150/160 mil euros por mês. Grão a grão evitam-se penalizações", defende.

Mesmo que "nalguns casos" tivesse de ser paga indemnização, o PSD está convencido de que "sairia mais barato".

Além disso, do ponto de vista funcional, Adão Silva julga que pode criar "perturbações" no trabalho dos Conselhos de Administração (CA).

"Isto não tem nenhum sentido até do ponto de vista funcional. Num CA há dois elementos que têm de sair mas não sabem quem. É um verdadeiro barril de pólvora. Há uma intranquilidade que não ajuda nada ao bom funcionamento das coisas", exemplifica.

O pedido de apreciação parlamentar do PSD é debatido na quinta-feira e votado no dia seguinte. O PSD diz esperar contar com os votos favoráveis da restante oposição, de modo a revogar o diploma. " in sapo.económico

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quinta-feira, 10 de março de 2011

Ontem cavaco foi empossado, hoje entra a moção do bloco

Dias duros estes para Sócrates e para o PS. No Largo do Rato muitos já desesperam para despachar o P. Sousa, mas não há quem se queira meter ao barulho como isto está, quer no partido, quer no país.

Depois do puxão de orelhas de Cavaco, hoje é dia de moção. E uma moção é sempre uma moção. Pode-se discutir a oportunidade, mas de facto todos reconhecem que há motivos para censurar o Governo.

Mas se hoje é no parlamento, dia 12 será na rua. Os ares da rua começam a fazer efeito, e não se pense que isto dos brandos costumes dura sempre. Desta vez também a reforma do regime será de fora para dentro, tal como em 75. Quem diz que a história não se repete?

Uma coisa é quase certa, este ano haverá eleições.

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Oh pá, só falta agenda do sócrates p´rá primeira pedra

Há algum tempo quando se colocou o problema com o centro de saúde de Rates, um Deputado Municipal do PS, terá dito na assembleia municipal algo do tipo, " se fosse conosco -PS- isso já estaria resolvido", ao que Macedo Vieira respondeu, que afinal o caso sempre era politico, e não institucional.
Mas o Dr Deputado, nessa intervenção, fez questão de dar o exemplo de Aver-o-Mar, onde pressupostamento, o PS Local, teria negociado um centro de saúde para aver-o-Mar enobrecendo assim a acção rosa na freguesia. Isto, digo eu, por contraponto a Rates, uma freguesia PSD, portanto de gente que não merece a atenção nem os cuidados do Dr Pizarro.
Bem, do que todos ouviram na altura naquela assembleia, se assim fosse (não sei se o é ou não) o caso era mesmo politico. Ou seja, teríamos um governo ao serviço de interesses partidários e não ao serviço das populações mais carenciadas.
Macedo Vieira recentemente disse que não acreditava para breve, nem na USF de Aver-o-Mar, nem no centro hospitalar, baseado no actual momento de crise do país. O Dr Pizarro, respondeu por ai num jornal, até indignado porque afinal eram colegas de profissão. Ridiculo: os titulares já não se podem fazer juízos políticos?
Então, tinhamos assim o PS local muito convencido do seu lobbing politico e a coisa ia de vento em popa. Acontece que o centro de saude não aparece e Carlos Maçães está a ficar impaciente com o que lhe prometeram.
Rui Terroso, vem então fazer aquele show of para consumo interno, a dizer que a secção do PS local se demitirá. Estórias!
Concerteza alguém já telefonou a dizer:_"Oh pá, só falta agenda do Sócrates p´rá primeira pedra".

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

"Autoritarismo do PS de Sócrates ultrapassa centralismo democrático de Lenine"

"Ana Benavente é cáustica com os anos de governação do primeiro-ministro. E aponta tiques de autoritarismo, de distribuir "lugares e privilégios" e render-se ao neoliberalismo." P

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Às vezes falo, outras me arrependo

A propósito da discussão publica do PU da Póvoa, o PS com grande pompa e circunstância, e até com propaganda paga em jornais, veio dizer aos poveiros que a receita estava em arranha céus na Rua do Repatriamento dos Poveiros, de preferência que fossem cartão de visita avistável para quem se aproximasse pela A28.
Tal luminosidade não deveria passar pela cabeça de alguém que até há pouco tempo emparelhou a Póvoa a Quarteira do Norte! mas passou.
Então, percebido o erro, toca à pressa recorrendo à propaganda, recolher a cartilha, baralhar e dar de novo!
Não percebi.
PScrip: Esta semana apareceu um texto muito ecológico no Comércio da Póvoa, em tudo divergente com certa esquerda urbana, light, pró-bloquista, que acompanha o Dr Matos. Talvez a marcar divergência no rumo.

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Les enfants terribles

Carrilho dá aqui uma entrevista demolidora ao Público. O problema é que o homem diz aquilo que muitos pensam mas não ousam.
Jorge Lacão está em fractura com o governo e PS. Assume a reforma do sistema politico com círculos uninominais e redução de deputados. Propõe mesmo reunir-se com Miguel Macedo.
Alguns perguntam para que serve se não tem apoio? servirá concerteza para marcar uma posição e uma descolagem a Sócrates como fez Luís Amado, já a preparar o novo ciclo.
Sócrates não tem já força politica na coordenação do governo.
São estes os santos dos últimos dias.

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Até bater no fundo!

"O secretário-geral do PS, José Sócrates, será "naturalmente" candidato à liderança do partido nas eleições directas que se realizarão a 25 e 26 de Março, antes do congresso que o secretariado propõe que decorra a 8, 9 e 10 de Abril, afirmou hoje Francisco Assis" DN
Muito conveniente. Primeiro vota-se antes de alguém falar, não vá aquilo dar a volta, e depois quando tudo estiver decidido, discute-se!
Como é óbvio o congresso será uma festarola de bajulação. Assis e Seguro meterão as moções na gaveta, ou se tiverem coragem apresentarão qualquer coisa p´ra marcar posição para o futuro, até porque o futuro é já ali, digamos que isto é apenas um espasmo. É pena para o PS e para a democracia.

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domingo, 31 de outubro de 2010

BEST OF socrates



made in 31 da armada

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Narciso Miranda acusa o primeiro-ministro de promover a mentira, o facilitismo, o favor e o amiguismo no Partido Socialista e no País

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Foi você que pediu ...?

Uma nova travessia sobre o Tejo?
Um novo aeroporto?
Um TGV?
Uma catrefada de fundações e institutos à sombra do orçamento?
...
Não ???

Mas olhe! vai pagar na mesma porque este governo não mudou nada.
- baixa o controlo fiscal porque muitos recibos não serão passados
- desincentiva-se a poupança
- escolhe-se a via do despesismo do estado, alimentado pela fúria tributária com o desaparecimento da classe média, sim porque os mais pobres já não pagam e os ricos podem fugir.
- escolhe-se cobrar mais impostos ou seja roubar, porque a carga é já incomportavel e imoral, em vez de se reformar o estado ( reforma do sistema politico, acabar com as fundações e institutos, restringir os estudos e pareceres e acabar com toneladas de assessores).
O problema é que votaram uns, mas pagam todos.

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Notas da semana

Parece que hoje, de acordo com o estado do tempo, entrou efectivamente o Setembro. Indo-se o sol, o país agarra efectivamente o ano laboral. É que para o bem e para o mal, o homem ainda é um animal, cujos genes ainda obedecem qualquer coisa aos ritmos da natureza.
Nos futebois continua a novela Queirós. Já toda a gente percebeu que a Federação quer despedir o homem mas não lhe quer pagar. Entretanto o país sofre mais um vexame. Se Madail and friends tivessem coluna, o problema estaria há anos resolvido.
Observando a catástrofe dos mineiros soterrados no Chile, escutei que as contas da empresa mineradora foram já bloqueadas para assegurar indemnizações futuras. Ocorreu-me que por cá nada disto aconteceria, os tribunais seriam incapazes de funcionar em tempo útil.
Uma clínica oftalmologica cegou dois doentes. Constatou-se que era ilegal e não tinha condições mínimas de funcionamento. O que se passa entretanto com os envolvidos? nada. Ainda na saúde o médico Ferreira Dinis foi condenado no processo Casa Pia. O que se passou asseguir? foi dar consultas (hoje). A senhora Ministra da Saúde para que serve? não tem autoridade para mandar fechar a dita clínica e impedir que este senhor exerça a profissão, uma vez que não tem qualquer ética e moral para o fazer?
Foi publicado o acórdão do processo da Casa Pia. O que se seguiu foi um circo com uma nódoa clara: políticos envolvidos a serem inexplicavelmente limpos dos autos, como referiu a Dr. Catalina. O processo acabou como começou. O sr Carlos em directo a clamar inocência. A comunicação social aproveitou e do que fica parece que os réus são os Juízes. Pessoalmente acho que os Juízes foram uns bravos, pois encontrar um fio condutor num processo com toneladas de papel com uma legislação medíocre e ultra-garantista para os arguidos, é uma proeza. Como diz o presidente do Tribunal de Contas, precisamos de leis simples e claras. O que fica também claro é a colera de um dos advogados do sr Carlos, talvez não contra a sumula da sentença, mas por um advogado da sua craveira ter perdido o processo da sua vida: compreende-se... o que ficou também explicito é que quem se mete com certos advogados fica na penúria. Bem ao menos vêem o sol inteiro! a liberdade, apesar de tudo é um valor sem preço, para todos!
A Etar de Tougues já está a" bombear". Como vantagens do atraso: uma central de 3ª geração - parece que até canta o fado e dá energia ao rádio - . Já não era sem tempo.
Na politica nacional, Sócrates arrasta-se pelo pais com foguetada de pólvora seca que lhe deu Passos. O nível dos socialistas é tal que vieram a Matosinhos desafiar os narcisistas. Como dizia minha avó: cutucar vespeiro com pauzinho. O homem lá fez a sua demagogia confrangedora àqueles que têm memoria. Derrepente tivemos um 1º que foi da direita na primeira legislatura, à esquerda do PC na segunda. E ai está o grande defensor do estado social. Vai ter é um problema: cortar na despesa implica fazer ai cortes. Mas claro, Sócrates é mestre de simultâneamente defender uma coisa e o seu contrario. O país e que não aguenta mais tempo: o FMI já reservou hotel próximo do Terreiro do Paço.
Aqui por Argivai na politica nada de novo. O PSD trabalha, a UEA empata e o PS observa expectante.

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O MALHO

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FABRICAÇÃO DO FACTO POLITICO III: Chamem a Sic e a TVi qu´isto resolve-se!

Neste meses de estio as noticias escasseiam. Esta ausência de assunto, leva os mass média e alguns retratados a fazerem umas figuras dignas da britcom, em que qualquer minuencia é promovida a assunto de estado.
Dessa maneira, os "piqueniques" de Verão que o PS faz pela Póvoa, são elevados à categoria de noticia e colonizam os jornais - óbvio que só lê quer quer, e a saison associada à qualidade e relevância, levam cada vez menos a fazê-lo.
Com o advento dos canais privados, habitua-mo-nos às reportagens do tipo "faca e alguidar". À reivindicação populista e em directo pela TV ou jornal, em que sempre alguém brada " vou chamar a Sic e a TVi qu´isto resolve-se já". Isto é Portugal. E coerentemente, não poderiamos assim ser, e ter outros políticos.
Muitos, aproveitaram o estio logo na arrancado do Solesticio de Verão, e assim no Agosto, já estariam apostos com as bandeirinhas e o bronze feito para as câmaras, à espera da salmonela, do lixo deixado pelo bom turista, ou como um blogueiro da Vila que vem tirar fotos a Aver-o-Mar asseguir à feira, dizendo depois do alto da burra que há muito lixo e o alcaide não presta.
Neste paradigma, os políticos não podem ser muito levados a sério, e não o são. Nunca o enxovalho da classe foi tão grande, embora a actividade seja nobre - um dos expoentes da cidadania. Mas não há uma ética politica?
Se a fonte do castro está mal, há formas institucionais e correctas de o fazer. Mas isto que se vê é ao bom estilo do " chamem a Sic e a TVi qu´isto resolve-se" ou do " agrarrem-me se não chego a presidente".
Se é património classificado o assunto é do IPPAR. Se não é, resolva-se no âmbito autárquico. Fazer aproveitamento politico pelos jornais é condenável e meio caminho para estimular más vontades a que nada se faça. Este é um péssimo serviço que se presta a esta freguesia.
Um partido tem o dever de seguir a via institucional e recusar o pior do populismo.

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domingo, 18 de julho de 2010

NEGÓCIO DE OCASIÃO: queijo bolarento

O PS do engenheiro, gosta muito de arranjinhos. Quem não se lembra das estorias com os bloquistas Miguel Vale ou Joana A. Dias. Ou voltando mais atrás, o célebre orçamento do queijo. Mais recentemente tivemos aquela reunião top-secret em casa do primo Basílio, a ver se capturavam Portas para uma maioria parlamentar contra-natura.

Portas é raposa velha e percebeu que se aceitasse, trocaria uns meses de ministro por um futuro politico.

Aqui fica um texto sobre o assunto publicado no Diabo:

"Goste-se ou não se goste dele, há em Paulo Portas um sentido da dignidade política que é familiar aos grandes "partidos de princípios" da Europa Central e do Norte – os sólidos Partidos Conservadores que atravessaram o século XX e a primeira década do século XXI ancorados nas suas ideias, mesmo que para isso fossem forçados a menosprezar, por vezes, as lógicas eleitoralistas tão caras às sociais-democracias e aos socialismos. Essas ideias conservadoras são bem simples de resumir: reconhecimento do princípio natural da propriedade, Estado de Direito, ordem na vida social, seriedade orçamental, patrocínio da classe média, consciência de que o património que herdámos há-de ser transmitido (intacto ou melhorado) aos nossos herdeiros. É certo que no coração do líder do CDS/PP bate uma pulsão liberal, frequentemente ligada à pobre e gasta mitologia político-ideológica norte-americana. Mas este é um pecadilho conjuntural que não prejudica uma ética e uma estética conservadora, desde que considerado sob uma óptica "oportunista" de sobrevivência. No seu melhor e no seu pior, Paulo Portas é hoje, no espectro político parlamentar, o mais aceitável representante de uma perspectiva nacional. Isso mesmo acaba de ser provado com a revelação de que, nas vésperas da eleição de Passos Coelho para a liderança do PSD, Portas recusou ceder a uma proposta de "aliança" com Sócrates, tentada por este num encontro semi-clandestino em casa de Basílio Horta. Ofereciam a Paulo Portas um acordo de Governo, davam-lhe de bandeja o confortável lugar de ministro dos Negócios Estrangeiros. Tudo o que tinha a fazer era minar o território político, comprometendo a Direita numa cedência aos socialistas. Mas Portas não caiu na esparrela, invocando questões de princípios na política fiscal e social. Entretanto, com o avanço de Passos nas sondagens, sobem as vozes no PS favoráveis a alianças e a cedências à direita. Isto quer dizer que, se tivesse cedido aos desejos de Sócrates, o CDS/PP estaria hoje espaldado na classe política e protegido na opinião pública. Mas não cedeu, ainda que a custo de manter-se como terceira força política indexada à sinuosa política social-democrata. Fez mal? Do ponto de vista do acesso ao poder, fez. Fez bem? Do ponto de vista dos princípios, fez. E são os princípios, não a praxis, que distingue a Direita da Esquerda."

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Onde anda o socialismo?

A redução de cinco por cento no vencimento dos membros dos gabinetes dos ministros, dos presidentes e vereadores de câmaras municipais e dos governadores civis, proposta pelo CDS-PP, foi hoje aprovada na generalidade, com o voto contra do PS.
Dez deputados do PS apresentaram declaração de voto; os que tiveram coragem, porque muitos outros ficaram-se só pela vontade, não fosse o inginheiro espumar...
Por oposição, uma coligação de direita no RU já tinha feito o mesmo há tempo e esta semana, numa iniciativa de e-government, abriu um espaço no Facebok onde os cidadãos deixam propostas de poupança e boa governança. As melhores serão publicadas e aplicadas.

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Quando não se governa a casa, como se há-de governar o país?

Dívidas do PS disparam para 35 milhões de euros, uma variação de quase 1000%

"O Partido Socialista devia mais de 35 milhões de euros no final de 2009, o que representa um agravamento de 32 milhões (969,6 por cento) face a 2008. As dívidas dos cinco maiores partidos totalizavam 48,9 milhões de euros no final do ano passado, contra apenas 7,8 milhões um ano antes. Ou seja, o PS sozinho já tem mais dívidas do que todos os outros juntos, substituindo assim o PSD que, em 2008, era o partido que detinha este registo. (...) A seguir aos socialistas, o partido que mais dívidas tem é o PCP: os 4,2 milhões representam um acréscimo de três milhões (250 por cento) face a 2008. A seguir surge o PSD, com 4,1 milhões (mais 127 por cento), o CDS com 3,4 milhões (mais 271) e o Bloco com 1,7 milhões (mais 241 por cento). Estas são algumas das conclusões que se podem retirar da análise efectuada pelo PÚBLICO às contas anuais de 2009 dos partidos políticos, entregues no Tribunal Constitucional" in P

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