sábado, 29 de junho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
Está ai o São Pedro
sábado, 22 de junho de 2013
É uma chatice !
O estado dá mais de 60 milhões de euros por ano a colégios particulares (num dos casos que se soube), onde o código do trabalho não é cumprido e há muitos sinais escandalosos de riqueza nos administradores. Ao lado, há escolas publicas onde o estado desinvestiu e manteve professores sem carga letiva. A isto chama-se má gestão dos dinheiros públicos para não dizer mais...
A situação foi tornada publica recentemente e o MEC, para inglês vêr, mandou fazer um relatório à inspeção geral de educação, estando careca de saber o que se passa.
É por esta e por outras, que este MEC não tem qualquer credibilidade quando vem falar do seu suposto interesse na escola publica, até quando se sabe que o CDS, o que quer, é acabar com a escola pública e entregá-la aos privados. Aliás, o CDS representa aquela casta de empresários em Portugal, que são muito empreendedores mas à sombra do estado e dos serviços em monopólio prestados pelo estado.
As evidências parecem mostrar que as medidas tomadas pelo MEC:
- Mega-agrupamentos / fabricas ingovernáveis com pouca segurança
- Fecho de escolas com alunos a deslocarem-se muitos kms
- Corte nos apoios, nos psicologos, nas AECs, nos transportes (câmaras sem dinheiro)
- Mais de 30 alunos por turma
- Redução de cargas horárias em disciplinas nucleares, fazendo aumentar o nº turmas por professor (7,8, 10 e mais turmas), com desgaste prematuro do docente e falta de qualidade no ensino
- Retirar a direção de turma das componentes letivas, fazendo entrar mais 1 ou 2 turmas em cada horário
- Colocação de professores na mobilidade, sabendo que no curto prazo vai precisar deles, pois desde a entrada da troika já sairam uns 60 000 - isto é má fé e precarização, porque depois de lhes retirar o vinculo, vai busca-los a metade do preço,
são medidas que vão conduzir a escola publica à degradação, falta de segurança e qualidade, até à revelia do que está na constituição - que parece atualmente não ser para cumprir - uma escola publica universal e gratuita, uma vez que já está a ser paga por pesados impostos.
Por isso, esta parece ser uma cartilha muito ao gosto do MEC e do CDS, dar cabo do que é publico, para depois vir dizer que o privado é que é bom. Com os resultados medíocres que se conhecem na gestão privada de hospitais públicos, PPPs, banca, onde os lucros foram privados mas agora os prejuízos são publicos.
De fato, a escola publica democrática é um grande problema para as elites, porque ensina a pensar e dai à contestação é um pequeno passo!
É uma chatice !
Onde está afinal o Brasil?
Durante muitos anos olhou-se para o Brasil como a excolónia rica em recursos, com muita miséria e corrupção, tendo como cartão de visita futebol e carnaval.
Melhorias recentes no contexto sócio-económico fizeram aumentar uma classe média emergente e reivindicativa. Mas o que mais me tem surpreendido é a clarividência daquela gente, que ao contrário do expectavel não está mais para futebois, querem o dinheiro público investido em saúde, educação e transportes públicos.
Ora isto é uma grande lição que dão aos portugueses, que afundaram recursos públicos em estádios para o euro 2004, que estão às moscas, e porventura terão de ser demolidos pois só a manutenção fica numa fortuna.
No Brasil a corrupção tem sido perseguida e há gente efetivamente presa em tempo útil nos crimes de colarinho branco. De tal forma, que há pressões e iniciativas politicas para diminuir o poder do Ministério Publico, que foram também alvo da revolta da população.
Por cá, para além da corrupção legalizada que afundou o país, temos mais de dois milhões de pobres. É caso para dizer: onde está afinal o Brasil?


