quarta-feira, 30 de junho de 2010

AQUEDUTO VAI ENTRAR EM OBRAS

O Aqueduto de Santa Clara entrará proximamente em obras, pois a dotação necessária foi desbloqueada. Pelo montante avultado, suspeita-se que possa ser obra de vulto. Mas para a montanha não parir um rato, vamos esperar e ver o resultado. Esta é a parte prática e que mais nos interessa a todos, especialmente aos que estão impedidos de aceder a suas casas através da Rua dos Arcos.
Vamos agora à questão dos dividendos políticos, antes que comece...
Augusto Moreira fez aquilo que se exigia, barulho, muito e com toda a gente, IGESPAR, CMPV, técnicos envolvidos, etc. Não é homem de teatros, mas cumpriu muito bem o seu papel.
O Dr Renato Matos, aquando da desgraça, apareceu logo por cá oferecendo-se para resolver o problema; não sei como, uma vez que não governa nem paga obra, mas seria, talvez, pressupostamente, por antigas amizades no Governo Civil, que também não tutela nada disto(aliás não serve para nada), mas, isto é o procedimento habitual de certos códigos do labor politico, e assim, quando aparecesse a obrazinha feita, lá está: _viram, eu até disse que fazia e acontecia!
Dos outros partidos na Assembleia de Freguesia nada se viu, além de criticas por os arcos terem caído, como a critica os levantasse. Desta vez, nem a comissão politica do PS mandou um recado escrito em jeito de moção para ser aprovado: só pode ter sido distracção, pois não perde uma opurtunidade. O PSD, apesar de ter tido iniciativa através do Presidente da Junta, cabia aos seus elementos na assembleia um procedimento formal. Sobre iniciativas da UEA nem comento, pois é aquilo que está à vista! Concluindo, a assembleia esteve mal nesta questão, como tem estado noutras, em que se perde com minuencias ridículas e umbiguismos.
O Deputado Municipal residente em Argivai, fez aquilo que lhe competia, levou o assunto à Assembleia Municipal e fez aprovar uma moção como forma de pressão e assunção de responsabilidades, numa sessão em que o senhor deputado do PS Manuel Figueiredo deu a entender que este era um assunto com o qual não valeria apena perder tempo e acabou por se abster.
Mas, afinal quem verdadeiramente resolveu o problema?
De certa forma, todos quantos nele intervieram por bem. Mas, do que se sabe, foi verdadeiramente José Macedo Vieira quem resolveu o problema através do Ministério da Cultura que tutela o IGESPAR e quem dá o "guito".
E sendo assim não foram portas travessas, foram as instituições. Fico contento por este pais de vez em quando funcionar.
E agora, cada um que guarde a sua bandeirinha e vá para casa ver se o Brasil nos vinga contra a Espanha.

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sábado, 26 de junho de 2010

Humor argivaense

Pelos vistos, ontem na Assembleia de Argivai, um individuo do PS, pediu a palavra e afirmou estar deveras contente por a assembleia estar a ser dirigida pela UEA, mas para o ramalhete ficar completo, acrescentou ainda que preferia o actual presidente de linguagem mais rudimentar/vernácula, ao anterior o Sr.Eng. Matos. Seria este último demasiado polido. Mas adiante. Este dito Dr. não sei quantos, disse ainda à assembleia que até preferia assim porque também gostava de dizer as suas - foi dito literalmente - "caralhadas". Mas não fica por aqui. A figura propôs ainda uma nova forma de arrumação da assembleia, que consistiria em a mesa vir para a plateia e a plateia (os elementos da assembleia) irem para a mesa. E assim encerrou a distinta intervenção este dr militante socialista. Vamos fazer uma petição para que o Dr R. Matos medalhe tão ilustre militante.

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Esclerose?

"Mário Soares escusou-se hoje a comentar as posições de Cavaco Silva sobre a crise considerando, no entanto, que um Presidente da República deve “dar sugestões úteis e construtivas” e não “denunciar uma situação” que as pessoas sentem em casa."
Será que este senhor estará esquecido do que foram as suas presidencias abertas durante o cavaquismo?

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sem leis claras ninguém reserva chip

Os decretos-lei que regulam os chips nas matriculas, podem ser rejeitados no Parlamento na quinta-feira, dado que a oposição não concorda com esta legislação. Por isso vamos ter calma, porque a procissão ainda vai no adro.

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domingo, 20 de junho de 2010

SARAMAGO: Polémico até ao fim


O romance de José Saramago Evangelho segundo Jesus Cristo foi cortado da lista dos concorrentes ao Prémio Literário Europeu, pelo Subsecretário de Estado da Cultura, Sousa Lara em 1992 , dado para este, a obra não se enquadrar nos requisitos definidos para representação do país. Segundo o próprio:"Esta minha atitude nada tem a ver com estratégias de venda, nem sequer com opções literárias. E muito menos com as escolhas políticas de Saramago. Não entrou em linha de conta o facto de ele ser comunista ou pertencer à Frente Nacional para a Defesa da Cultura". Acrescentou ainda "A obra atacou princípios que têm a ver com o património religioso dos portugueses. Longe de os unir, dividiu-os."

Não teria havido outros escritores também merecedores de entrar na dita lista, mas que não se deram a tais amuos?

O sr Saramago que nunca escondeu as suas origens, pelo contrário, como se de uma espécie de legitimação comunista se tratasse, creio eu que nunca foi incluído no grupo dos neorealistas como Manuel da Fonseca ( um bom homem sábio e humilde que conheci), Soeiro Pereira Gomes, etc. Assim do ponto de vista da estética literária, houve quem melhor retratasse o povo trabalhador português. Saramago preferiu uma estética mais universal, foi ambicioso, trabalhou para os grandes palcos do mundo, e conseguiu. Conseguiu mostrar ao pais que o tratou por igual entre pares, que ele era melhor que eles. Quando recebeu o Nobel, quis subentender, que estava ali um imigrante espanhol, melhor que os portugueses.


Pessoalmente, nunca fui grande admirador da sua literatura sem gramática, cheia e fastidiosa nos pormenores sem o gostinho de um Eça, fraca na estrutura, versando lugares comuns de esquerda contra a globalização. Mas Saramago era um homem franco e de convicções, tal qual Cunhal, que creio não morria de amores por ele. Foi uma espécie de José Mourinho da Literatura de Lanzarote. O próprio uma vez disse que a sua obra tinha mais de transpiração do que inspiração. Era daqueles escritores com uma metodologia muita mecanizada a escrever, o que explica a elevada produção literária.

Saramago, creio que se pode dizer que foi muitas vezes sobranceiro e até arrogante. Foi concerteza provocador e polémico, até pelos temas que versou. Sendo quase certo que isso foi parte de uma estratégia comercial.

Apesar do considerado, o senhor foi Nobel, tem portanto mérito para muita gente e apesar de tudo, ainda bem que foi português.

Neste país de carpideira, brandos costumes e memória curta, Cavaco foi mais uma vez pragmático e vertical , não pondo os pés no teatro fúnebre. Quanto às justificações oficiais, valem tanto quanto anca do Deco!

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