terça-feira, 12 de agosto de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
BES: a novela de Verão
Quando as coisa nos bancos começaram a andar tremidas, graças aos ventos liberais - que lhes convinha acreditar que o mercado era autoregulavel - foram os dinheiros públicos e os contribuintes que foram chamados a pagar: óbvio que foi errado.
Hoje é outro grande banco português que foi ao charco, mas são os acionistas a pagar: está certo.
Então porque grita tanta gente? ora pois claro, são acionistas grandes e pequenos que perderam tudo porque a sua empresa ficou insolvente. Pois então quem haveria de pagar?
Uma coisa são os donos da empresa, os acionistas, outra os depositantes, e estes, estão seguros.
Os reguladores andaram bem. Asseguraram os depósitos e todos os ativos bons, de modo a evitar o risco sistémico e o descalabro económico de muitas empresas com conta no BES, agora NOVO BANCO.
Gostava de lembrar que no tempo do PS e desse grande desgovernador do BP, um tal "bitor", os contribuintes meteram milhares de milhões no BPN, e ainda o pagam dos salarios e reformas, e os ativos bons foram parar à SLN - os acionistas fugiram à sua responsabilidade com a conivência dos poderes instituidos à data.
Hoje, os acionistas fazem barulho com pouca razão, porque, apesar de tudo têm alguma, pouca... É que Passos Coelho e Carlos Costa, dias antes, vieram tranquilizar o mercado. Mais, os reguladores antes do aumento de capital foram pressionados a aprovar a operação, com a chantagem de que se assim não fosse tudo cairia: caiu na mesma, só que mais tarde.
Prova-se que a regulação em Portugal é fraca.
PS- As ações são ativos de risco. Se não domina não se meta nisso. Um particular se quiser estar exposto a ativos de risco deve dar preferência a fundos. Não compre ativos a conselho de gestores de conta ou de caixas de balcões, pois estes vão-lhe aconselhar o que fôr melhor para o banco ou para os objetivos que tem a cumprir. Procure conselho em revistas e foruns crediveis, por exemplo na revista da deco-proteste. Oiça varias opiniões, não ouça só o seu banco. Os titulos do tesouro português são mais rentaveis que qualquer deposito a prazo - quanto à segurança, para já faliram 4 bancos mas o estado continua de pé e a pagar as dividas dos bancos que faliram, cortando nos serviços à população: é um verdadeiro estado social, até acode os coitadinhos dos banqueiros! (parece que Ricardo Salgado está muito pobre, não tem nada em seu nome)
Laundos em festa
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Há uma coisa que me dá gozo
Em Portugal gerem-se empresas privadas e publicas de forma ruinosa com o dinheiro alheio. A gestão das empresas publicas é ruinosa, e os privados, esses grandes empresários portugueses, sempre clamaram sangue no setor publico, para abarbatarem em privatizações a patacos os monopólios publicos. Os CTT são um exemplo flagrante: uma empresa que dá lucro e poderia contribuir para orçamento de estado foi entregue a privados.
O exemplo ultimo, no setor "privado", a PT compra quase 1000 milhões de divida de uma empresa do GES. Ou seja, colocou em risco a propria PT e ainda por cima a meio de uma fusão com a OI. Claro está que agora valendo menos, terá de entregar mais acções à OI. No meio disto tudo que se entala são os acionistas da PT que já viram baixar o valor do emprestimo nas ações. Criminoso. Em qualquer outro país a administração estaria em maus lençois com a justiça - nestes tempos, com tudo o que já aconteceu, não é liquido que um conjunto de acionistas avance para a justiça.
Há uma coisa que me dá gozo. As empresas cotadas vão para o estrangeiro para pagar menos impostos. Esquecem-se que o regabofe em que cá vivem, lá fora não é permitido. Preparem-se porque a justiça na Holanda, Lexemburgo e noutras praças semi-francas será outra!
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Passos disse que não. Sócrates disse sempre que sim!
O grupo Espirito Santo (GES) deu o "peido", digo, os trabalhadores das empresas, credores, investidores e grandes depositantes - já o sr salgado recebeu 8M que parece terem sido 14M, e disse ao fisco ser de um gesto de boa vontade, umas comissões por uns negócios feitos, talvez por Angola. Depois de anos a contornar e sempre em escândalos, um dia a casa vinha abaixo.
O problema é que as participações cruzadas e investimento em divida de empresas do grupo, acaba por arrastar uma fatia boa da economia. Há hoje milhares de pessoas que arriscam ir para o olho da rua pela falta de escrúpulos e ganancia dessa gente bem engravatada e perfumada - de bem - que nos últimos anos assentaram a sua acção empresarial em tráfico de influências junto do governo. É esta gente, que vem falar do alto da burra em empreendedorismo e de que é preciso acabar com o estado social.
Vitor Gaspar numa reunião com banqueiros mandou calar o BES. Quando este ultimo começou a falar da divida portuguesa, o" gasparzinho" retorquiu que não o fizessem falar da divida do BES (o sr salgado foi de imediato pedir explicações a PPC). Recentemente, " o dono disto tudo" foi falar com Passos Coelho porque queria dinheiro dos contribuites para salvar o negocio do GES. Passos disse que não! Sócrates disse sempre que sim.

